A deputada do PCP, Inês Zuber, dirigiu, dia 5, uma pergunta escrita ao Conselho sobre a detenção, dia 27 de Fevereiro, de oito cidadãos espanhóis, regressados da Ucrânia, onde participaram solidariamente na resistência antifascista contra o golpe de estado ilegal.
Na sua pergunta, Inês Zuber recorda que «esse acto ilegítimo», realizado com o apoio da UE, dos EUA e da NATO, «tem sido marcado pela violência e repressão política e xenófoba promovida pelos sectores mais reaccionários da oligarquia ucraniana e por forças de natureza fascista».
Opondo-se a essas forças, levantou-se um movimento de protesto popular, a que se juntaram «centenas de resistentes antifascistas de outros países, que defendem no terreno o direito dos povos à liberdade, à democracia e à soberania nacional».
A interpelação salienta ainda que «há um cinismo acrescido nessas detenções, porquanto são perpetradas por um Estado, onde milhares de resistentes antifascistas de todo o mundo se reuniram e combateram contra o golpe militar que deu início à guerra civil espanhola, de que resultaria a longa ditadura fascista de Franco».
Neste contexto, a deputada quer saber se o Conselho tem conhecimento de outros estados-membros que estejam a efectuar detenções da mesma natureza e qual o número total de cidadãos já detidos.
Pergunta ainda: «em que base o governo espanhol se sustenta para considerar que os ditos detidos são terroristas?».